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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

MAGALY
               PERLIS

               Eu estou aqui para falar de uma poeta, que abriu a caixinha de segredos de sua vida sem medo, deixando a mostra a sensibilidade de sua alma. No livro ela apresenta sentimentos mais diversos. Deixando fluir momentos de alegria, tristezas, saudades e dor! Cada poema que eu li, parei, para pensar imaginando os sentimentos que afligem a alma humana. Mesmo não tendo sentido
os momentos de intenso romance viaja na imaginação de te-lo vivido e coloca nos poemas.
          Mas com ela é diferente, todos os poemas é o que ela viveu e sentiu...
          Tornei-me sua fã desde que adquiri seu livro. Publicado em maio de 1985,
                         Retirado do Livro
 MOMENTOS DE UMA CAMINHADA.
Magaly Perlis nasceu em Araraquara, passou uma parte de sua vida em São Carlos. A partir dai , iniciou sua carreira de secretária em São Paulo, ingressando na Cosipa, em Piaçaguera em 1960. Segundo Lucia Christina de Abreu, no mesmo livro deixou estes elogios a Magaly:
          Cada palavra, cada colocação é feita naturalmente, deixando que a emoção vença as regras literárias, e que a experiência e força de vitória vençam os momentos negativos.
          Fazer um poema é deixar que o espírito fale por nós, e deixar que os outros sintam nossa comunhão com a vida, e possam, ao menos em pensamento, caminhar ao nosso lado. É realizar um gesto de fraternidade, é cumprir a missão que nos foi dada, divulgar a palavra, pois o homem é uma criatura  que não pode viver em silêncio, não pode ser uma ilha, ele precisa estar cercado de mãos amigas por todos os lados, de pessoas que o escutem e partilhem de suas realizações.
Obrigada, Magaly, por nos mostrar essa caixinha de segredos, onde todos nós podemos sonhar!

Lúcia Christina de Abreu.

Solidão e fé

Hoje sinto-me só,
sósinha, triste, cinzenta...
meu coração tem um nó
e, a saudade aumenta...

                 Hoje eu queria muito
                um amor todinho meu...
                agora eu queria muito
                tudo o que você me deu ...

A espera continua
na dúvida, insegurança...
Mas, eu quero muito ser sua
e, da tristeza faço esperança...
                           
              Da solidão faço fé,
             da espera, oração,
            da saudade,  faço sonhos, 
           da lembrança uma canção

Magaly Perlis
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Esse ultimo poema do livro muito me sensibilizou! Retirado também do mesmo livro a qual as ultimas páginas foram oferecidas a seu pai.

POR QUE MEU PAI?

Por que meu PAI?
porque vôce pediu perdão e partiu?
você era tão precioso
a nossa tristeza não viu...

E... a falta faz agora,
nada disso você vê.
Ainda não era hora,
por que isso meu PAI por que?

Você cansou da vida?
é verdade, ás vezes ela maltrata...
mas havia nosso amor,
não se foge assim da dor...

Triste, meu PAI, é pensar
que nada sei desse outro seu caminho,
desse que você buscou...
triste é não saber
se tem flores ou espinhos
o rumo que você tomou...

A saudade é tanta
que sequer consigo orar,
pois, quando lembro de você
só sei mesmo é chorar...

Lembro das suas lágrimas
ao ler o outro poema,
que fiz dois anos atrás
no dia do seu aniversário
e, até no jornal saiu...
você chorou de emoção
pois, seu grande coração
derreteu, não resistiu...

Você gostava tanto da gente!!!
dos filhos, das netas,
da nora, do genro "mais filho",
os encontros eram festas...

Por que você fugiu, meu PAI?
você levou um pedaço de mim, sabia?
o mundo ficou menor,
a nossa casa maior
e vazia...
sua rede, agora guardada,
já não balança vadia...

Mas espero um dia desses
encontrá-lo novamente.
E, você vai me dizer
para que eu possa entender:

POR QUE, MEU PAI?
POR QUE?

Magaly Perlis

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