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terça-feira, 16 de março de 2010

    ETELVINA PADRON
                                  CORREA PINTO.

       Foi pintora, musicista, escultora,poetisa e literata.
Já do alto dos noventa e não revelados, nos brindou no ano de 2003 com mais esta obra literária.Muito bem tramada e escrita, que certamente merece ser lida pela beleza e ritmo contagiante.

Palavras ditas no livro Meus Escritos, com a data de impressão de 2003, Por César augusto Silva Mendonça
Franco.

Vou contar como consegui essa obra:
depois de  passar pelo Editor
a qual foi Claudio de Cápua;  os desenhos muito bem elaborados pelas  mãos de Ana Lua
nas ``TROVAS ILUSTRADAS`` e para finalizar , uma novela  com o Titulo: ``ÉRAMOS TRÊS``...

                     Eu como sempre gosto muito de fazer visitas nos sebos que encontro pelo caminho Foi quando deparei em  uma pilha de livros e comecei a folheá-lo  e gostei. Mas ao mesmo tempo fiquei imaginando a viagem feita para chegar até ali. Comecei a contabilizar o   trabalho em que é feito para sua perfeição e o sentimento afetivo do poeta. Porque poesia é vinda da alma, dos sentimentos aflorados em algumas ocasiões. Sou agradecida á aquele dia que o encontrei. E agradeço também aos que em vez de jogar fora, entrega a esses lugares para que possamos adquirir sem muito custo.
                     E aqui deixarei um poema da autora  a qual foi angariada ao Prêmio de medalha de Honra ao Merito - em poesia Moderna pela Associação de Poetas e Escritores
da Baixada Santista em seu primeiro concurso Literário Nacional. Em agosto de 1993.


DANÇA 
           DA
              VELA 
   
Vela votiva, tu me embeveces
Com teu gracioso crepitar.
Vejo-te tão meiga e frágil,
Bailarina em meneios a dançar.
Oscilas em leveza graciosa
De alguém que se quer dar.
Mas escondes teus encantos
Se alguém te busca abraçar.
Por acaso és pervesa?
Sabes que teu amor queima,
E no entanto danças loucamente;
Tentas arrebatar a quem se apaixona por ti.
teu amante, ao possuir-te,
Sente em fogo o coração.
Abraça-te, mas...languidamente,
Em frenesí, sucumbes
Enquanto tua alma se desprende de teu ser;
Em tênue e azulado fumo
Se eleva e busca o infinito,
Onde, quem sabe? Passes a viver...

Etelvina Padron Corrêa Pinto