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quinta-feira, 22 de julho de 2010

TALVEZ
              MULHER

Debruça na varanda e sente o pranto,
rolar furtivamente, umedecendo teu rosto!
Passa a mão para secar e eu garanto,
são lágrimas, que ao ter o pensamento tosco
da noite, que mansa se entregou e amou
                                                           tanto!

Olha para a rua, lembra das brincadeiras,
quando criança corria amparando a peteca!
Em meio as amiguinhas...e as trepadeiras,
que a abrigava do sol ao ninar a boneca!

Ali admirava extasiada...
Tocar de leve na água a lavadeira!

Agora se sente mulher, e uma nuvem ameça,
a felicidade a qual, sua leviandade antecipou!
A chama que ardia aplacou, ficou baça.
E já nem sabe se foi devaneio ou se amou!
Está só e talvez com o tempo desfaça!

Machucaste a alma: Oh! jovem menina!
Tua idade é de criança, mas já és mulher!
Cresce no teu ventre a vida pequenina,
e perde os sonhos, e ainda não sabe o que quer!

Sonha...E sem perceber deixou de se menina,
para ser uma feliz ou infeliz talvez...mulher!

14/02/2006
A.C.Amorim