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sábado, 27 de março de 2010

Tudo que escrevo tem um porém;
Ás vêzes é o que outras pessoas sentem,
ou sou eu que vejo os sentimentos estampados
em suas fisionomias, então passo a viajar nas
 fantasias de minha imaginação. Acho que quero
demais...
No caso desses versos (Caminhando e Pensando), 
não o chamo de poema porque não sou poeta,
apenas rascunho.
Foi um rapaz na cidade onde eu vivia
que sem querer me deu um encontrão e pediu-me
desculpas sem ao menos perceber
que eu o havia desculpado. Embora um pouco
irritada pelo meu dia que sempre foi de correria,
mesmo assim deu para ver que seus olhos
estavam distantes.
E mesmo de longe passei a estudar seus gestos.
Mania que tenho de observar as pessoas,
e o mais engraçado que quando observo,
 pode passar ao meu lado todos de minha
convivência que não as enchergo.
Então sou chamada pela minha família
de distraída. 
            Chegando em minha residência,
não me saiu da mente o que o fazia um 
jovem bem apessoado procurando no meio
da multidão alguém. Eis que olhava de um lado
para o outro sem parar e notava-se sua preocupação.
Talvez nem seria sua namorada, poderia ser
até outra pessoa.
Mas na cabeça de quem brinca com a
imaginação sabe que sempre vem
alguma coisa.E até hoje me pergunto
será que estou certa?
Mas como não tenho jeito, lá vão
os versos que fiz pensando nele;           

Caminhando
                   e Pensando!

Caminhando pensativo e carente,
não tendo seu corpo presente,
para sentir, afagar e de repente,
apertá-lo e num beijo eloquente,
selar o seu amor tão presente.

Transferir sua alma de poeta,
na carícia maliciosa e repleta,
de loucura, frenesi e ela inquieta,
na entrega total e completa,
da mais intensa paixão que afeta,
e ser volúvel na hora certa.

Oh! Intenso amor! Intenso Amor!
Não sei se traz alegria ou dor.
Talves compense algum dissabor...
Porque na entrega total desabrochou,
a alma pura da rosa flor!
Passou então a sentir o puro amor!

Caminhando pensativo e carente,
não tendo seu corpo presente,
conforma-se em estar ausente,
com sua imaginação ardente,
percorrendo o seu corpo eloquente,
imagina que ela está a sua frente!...
...........

O caminhante distraído,
olha mas não vê ninguém.
Busca com olhar perdido,
na multidão por alguém!...

A.C.Amorim    (2004)

sábado, 20 de março de 2010

Romper
             da
                  Aurora

Aos meus olhos apraz o romper da aurora!
Que lentamante o céu torna-se cinza claro,
dissipando o véu da negra noite embora,
muitas vezes eu vi mas não enxerguei!

Suavemente o manto azul vai surgindo,
e desaparece o acizentado da noite triste!...
Os pássaros de vários lugares abrindo
suas asas. Ê a essa paisagem quem resiste?

A cantoria dos pássaros do despertar na mata,
ao fazerem revoada barulhentos a cata,
dos insetos; pois sabem que as sementes germinam ...

O sol mostra o amarelo ouro cobrindo,
toda a terra que ainda úmida
do orvalho que aos poucos vai-se esvaindo,
causado pela garoa insistente e miúda!

Senti o calor na terra toda aquecida,
estava aquecida minha alma e o coração!
Assim o amanhecer havia conseguido,
concretizar minha fonte de inspiração!

23/04/2004
A.C.Amorim

terça-feira, 16 de março de 2010

    ETELVINA PADRON
                                  CORREA PINTO.

       Foi pintora, musicista, escultora,poetisa e literata.
Já do alto dos noventa e não revelados, nos brindou no ano de 2003 com mais esta obra literária.Muito bem tramada e escrita, que certamente merece ser lida pela beleza e ritmo contagiante.

Palavras ditas no livro Meus Escritos, com a data de impressão de 2003, Por César augusto Silva Mendonça
Franco.

Vou contar como consegui essa obra:
depois de  passar pelo Editor
a qual foi Claudio de Cápua;  os desenhos muito bem elaborados pelas  mãos de Ana Lua
nas ``TROVAS ILUSTRADAS`` e para finalizar , uma novela  com o Titulo: ``ÉRAMOS TRÊS``...

                     Eu como sempre gosto muito de fazer visitas nos sebos que encontro pelo caminho Foi quando deparei em  uma pilha de livros e comecei a folheá-lo  e gostei. Mas ao mesmo tempo fiquei imaginando a viagem feita para chegar até ali. Comecei a contabilizar o   trabalho em que é feito para sua perfeição e o sentimento afetivo do poeta. Porque poesia é vinda da alma, dos sentimentos aflorados em algumas ocasiões. Sou agradecida á aquele dia que o encontrei. E agradeço também aos que em vez de jogar fora, entrega a esses lugares para que possamos adquirir sem muito custo.
                     E aqui deixarei um poema da autora  a qual foi angariada ao Prêmio de medalha de Honra ao Merito - em poesia Moderna pela Associação de Poetas e Escritores
da Baixada Santista em seu primeiro concurso Literário Nacional. Em agosto de 1993.


DANÇA 
           DA
              VELA 
   
Vela votiva, tu me embeveces
Com teu gracioso crepitar.
Vejo-te tão meiga e frágil,
Bailarina em meneios a dançar.
Oscilas em leveza graciosa
De alguém que se quer dar.
Mas escondes teus encantos
Se alguém te busca abraçar.
Por acaso és pervesa?
Sabes que teu amor queima,
E no entanto danças loucamente;
Tentas arrebatar a quem se apaixona por ti.
teu amante, ao possuir-te,
Sente em fogo o coração.
Abraça-te, mas...languidamente,
Em frenesí, sucumbes
Enquanto tua alma se desprende de teu ser;
Em tênue e azulado fumo
Se eleva e busca o infinito,
Onde, quem sabe? Passes a viver...

Etelvina Padron Corrêa Pinto

     


domingo, 28 de fevereiro de 2010

      Lembranças
                  da Praia

Olhando a àgua que bate na areia,
começo a relembrar em seu vai e vem.
Quando jovem e em noite de lua cheia,
andava na água e me molhava também

Tenho saudade das crianças travessas,
que ao bater em seus castelos de areia
as deixavam furiosas, ás avessas.
Sendo puxado enquanto a maré permeia!

Ao longe uma linda senhorinha!
Vem com água pelas canelas.
Que vontade de molhar as minhas!
Levanto a saia... olho... não são mais belas!

Os jovens branzeados com orgulho,
na areia quente jogam voleibol.
Depois vão se refrescarem no mergulho,
cheios de areia e dourados do sol!

Estas cenas eram vividas por nós.
Tudo igual ao tempo que passou.
Os gritos das broncas de nossos avós,
no eco da memória é o que restou!

As ondas no seu vai e vem,
me fazem com carinho relembrar!
Preenchendo-me com a energia que tem,
essa força profunda vinda do mar!

A.C.Amorim    26/08/04


                   

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Origem desses escritos



É claro que por um lapso de memória deixei, passar o dia do acontecimento que tanto abalou os cidadãos santistas,vou deixar
aqui como surgiram esses versos.
No dia 18/02/2001, deitei mais cêdo. Lá pelas tantas sonhei que presenciava um incendio. Acordei em sobressalto e gritando _Labaredas!Labaredas¨ ! e em seguida eu dizia desesperada _¨Que fornalha, que fornalha¨!
Levantei-me de uma pulo, fui para a cozinha e escrevi esses versos,eram exatamente 11hs.e 45minutos e terminei á 0,00hs. e agora estou passando à vocês. Eu tinha a intenção de colocar aqui, no dia em que se deu a tragédia, mas como expliquei acima não foi possível. Espero que gostem ao me visitarem.


Cadê

          Meu Barracão?



Que labaredas! Que Labareda!
Apontam com energia para o céu.
Pela direita e a esquerda
com as pessoas se sentindo ao léu!

Que sofrimento, que sofrimento!
Tantas lamúrias juntas em coro,
tentando aplacar as dores,
e abafam os gemidos com o chôro.

Chora a mãe com seu filho,
que socorro aflita pede.
As pernas fazem trocadilho,
quer fugir e esforços não mede.

Que labaredas, que labaredas!
Caminham cegas rumo ao mangue,
rumo incerto pelas veredas;
da morte.E misturam carne ao sangue!

Que fornalha, que fornalha!
Gente abraçadas caídas no chão!
Tudo triste as plantas agora é palha,
cadê? Onde está meu ¨Barracão¨?

Tudo silêncio, tudo negro,
ruina total cada um sentindo-se só.
Encontram a tristeza e o mêdo,
em viver nos escombros da Vila Socó!
A.C.Amorim==============tragédia 24/02/1984
escrita em  18/02/2001

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A NATUREZA

Tudo que no mundo acontece
enxurradas e furacões
é o que restou das ações
do homem em seu progresso.
E o próprio homem esquece
que a preservação da natureza
é nossa maior riqueza
não o dinheiro e o sucesso.
A.C.Amorim
  Chuva
            na
               Vidraça

Olho a chuva
através da vidraça,
deslizando
como lágrimas de meu coração!
Quisera transformar 
essa chuva baça
em torrente de amor da nossa paixão.

A chuva tranquila
e sem pancada forte
deixa as marcas
de sua presença gelada!
Sem sair
e entregue á minha sorte
Não posso te ver e nem fazer nada!

Chuva que
marca minha vida!
De momentos felizes
mas neste instante
sem tua presença
me vejo despida
do cobertor de teus braços
e seu amor constante!

No meu delirio
só e sem graça
vou contando
as gotículas deslizarem
teimosamente
parece pirraça...
até que chegues
e teus braços me afagarem!

A.C.Amorim
12/06/05